Imagem de destaque do post A magia do FLOW Imagem de destaque do post A magia do FLOW
Categorias:

O número 13 e um pouco de magia no flow

Se o 12 estrutura, o 13 mostra o que tem além da estrutura, o que está oculto. Sendo reconhecido mundialmente como mês das bruxas, outubro, desde bruxaria, espiritualidade, corporalidade e corporeidade trago o texto deste mês.

Julgar o número 13 é uma condenação de qualquer crença que não fosse aquela que garantia ordem e poder, é colocar as bruxas na fogueira. Na bruxaria, o número 13 é associado às divindades femininas, à Deusa Tríplice, que representa os três estágios da vida de uma mulher: Donzela, Mãe e Anciã. Também está relacionado às luas, comumente um ciclo solar tem 13 luas cheias. Ou seja, um número mágico que representa em si a vida em ciclos, o potencial do que não vemos, os términos e os inícios, a representação do nascimento, desenvolvimento e morte.

No tarô, a carta de número 13 é a morte, esse lugar oculto, onde as coisas se encerram, onde algo é ceifado, um não lugar que dá espaço para um novo lugar. De fato é um lugar denso, amedrontador, mas também um lugar potencial. A lembrança de que vai acabar é imensa e quase um tabu, o fim é uma ideia pesada, mas também, de forma radical, nos conecta à presença e à vida.

A espiritualidade que escolhi me lembra, a cada dia, a cada lunação, a cada ciclo do sol justamente desse contínuo de oportunidades, do nasce, desenvolve, morre, e da energia potencial contida em cada parte do ciclo. E isso tudo tem a ver com o corpo porque nele sentimos esse ciclo, essa alquimia acontece a todo momento, em ciclos menores e em ciclos maiores em cada célula, em cada sistema, ao longo do tempo.

Perceber o corpo, de forma honesta, observar, sentir, conectar-se é abrir-se para um caminho espiritual. Temos a oportunidade, eu diria gigante, de resgatar a nossa conexão com algo maior no momento que percebemos o concreto do corpo. Acessar o 13, esse não lugar, esse oculto, começa pelo acesso à forma, à estrutura, ao movimento. Quando eu abro a atenção para sentir a sutileza do contato, eu abro meu campo de sensações, eu abro meu campo de percepções sutis e então um lugar vasto se abre.

Quando eu percebo que meu pé ao empurrar o chão me fornece energia, que atravessa as fáscias, conecta estruturas nervosas e é expressa em movimento, eu enxergo pra além de um passo, pra além de um arremesso, pra além de um rebolado. Quando eu gero energia interna com o movimento do corpo, e todos os sistemas se ajustam para buscar o equilíbrio, o corpo sua, a respiração se ajusta, e sensações surgem para me informar tudo isso, a minha ação reverbera e eu sinto. Vocês não acham isso imenso, divino, e espetacular? Eu fico maravilhada com a magia que é ser natural e movimentar-se, tem aí beleza, tem encantamento, quando estamos disponíveis pra ver.

Com isso tudo, nessa edição de número 13, quero dizer, com toda a humildade, que torço que a conexão com o corpo abra espaço para a conexão com uma energia maior do que possamos enxergar e entender de forma consciente. A conexão com a espiritualidade passa pela conexão com a corporalidade. A partir da corporalidade (estudo do corpo, forma, função e movimento) alcançar a corporeidade (percepção e consciência mais profunda do corpo) para então alcançar a espiritualidade. E que essas profundas conexões nos preencham, nos tragam um pouco de sentido, quem sabe alguma paz, e nos mostrem que existe algo além do eu, que nos mostrem o nós, e uma força transcendente.

QUERO PRATICAR AGORA

_________________

Volte ao Blog e leia mais artigos